SAAE leva água tratada à comunidade de Favela no interior de Juazeiro

SAAE leva água tratada à comunidade de Favela no interior de Juazeiro

A seca e a vida dura no campo não tiraram a alegria de viver de dona Luzia Luiza da Silva Gomes que aos 73 anos, optou por permanecer no seu pedaço de chão, no Sítio São Gonçalo, Comunidade de Favela no Distrito de Junco, Salitre. Ela que já andou até 30 quilômetros em uma carroça puxada por um jumento para buscar água, hoje tem o prazer de abrir a torneira e a água jorrar na sua casa. “Sai daqui para o Paraná, mas acabei voltando, pois esta terra, apesar de seca é minha vida. Acordo cedo, cuido dos bichos, trabalho na roça e vivo feliz. Agora o sofrimento de carregar lata d’água na cabeça acabou e graças a Deus e a equipe do SAAE a água está aqui na minha porta”, festeja a agricultora que mora sozinha em uma casa simples.

A água que chega até Dona Luzia e mais 10 famílias percorre sete quilômetros através de uma extensão de rede de 35 milímetros que sai do Junco até a comunidade de Favela. Segundo o coordenador da área do Salitre, Vandeilton Carlos (Pereira), a direção do Serviço de Água e Saneamento Ambiental – SAAE ficou sensibilizada com a situação dos moradores da localidade e autorizou a execução do serviço. “É um beneficio enorme para estas famílias que dependiam  do carro pipa receber água. Desde que assumimos o compromisso a alegria de todos era visível, agora com a conclusão da obra a felicidade está completa”, disse Pereira.

Felicidade que seu Alberto Soares da Silva faz questão de demonstrar. Ele que nasceu e se criou na comunidade, aos 80 anos esbanja disposição. “Homem é bom demais não ter a preocupação de acordar e sair à procura de água. Graças a Deus o tempo de necessidade passou e agora é conscientizar a todos da importância de usar essa água sem desperdiçar”, frisa Seu Alberto.

Outro que também ficou alegre com a chegada da água foi o caseiro José Firmino Casimiro.  Ele revela que no sitio aonde mora com a esposa, nem carro pipa chegava. “A gente vivia no sufoco. Como faz tempo que não chove por aqui a água do barreiro já acabou, mas  graças a Deus chegou esse presente para acabar com o nosso sofrimento”, resume.

Para o diretor do SAAE, Joaquim Neto, é sempre bom poder aliviar o sofrimento do homem do campo que, na maioria das vezes, precisa de pouco para viver na sua terra. “Essa é mais uma ação de cunho social, pois sabemos a importância da água para estas pessoas que moram nas áreas mais afastadas. O trabalho de valorização do homem do campo que começou na primeira gestão de Isaac Carvalho, tem continuidade no governo de Paulo Bonfim, levando água a todas as comunidades, seja através de adutoras, poços ou extensões de redes minimizando a situação de quem vive no interior, principalmente nesse momento em que atravessamos uma das piores secas, e essas ações contribuem para que o sertanejo permaneça nas suas terras”, resumiu Joaquim.     

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